Como esconder a gravidez: Esconder ou não esconder?
Você pode sim esconder sua gravidez, mas ao escondê-la poderá colocar sua vida e a vida de seu filho (a) em risco, ou seja, utilizar calças jeans ou até mesmo cinta machucará seu feto, onde poderá nascer com seqüelas.
Se você engravidou, em sua adolescência, não tenha vergonha, pois conheço muitas garotas que conseguiram levantar a cabeça e nem ligou para os que os ‘outros’ acharam, ou melhor, comentaram. Pense nisso: ‘Da mesma maneira que entrou, vai ter que sair!”“.
Então, não adianta chorar pelo leite derramado, aproveite o máximo de sua gravidez, pois é um belo tempo que a mulher tem com o seu filho (a), sendo que você deve ir ao médico fazer todos os exames necessários para que você tenha uma boa gravidez.
Você já pode ter ouvido falar de diversas meninas que conseguiram esconder a gravidez até o momento do parto, sendo que para estas faltaram é bom senso e responsabilidade, você vacilou uma vez, não erre novamente.
Virgindade
Tabus, mitos e verdades
Primeiramente, o que é virgindade? Quem sabe? A princípio virgindade era um tabu, nada mais que um tabu que pregava que a mulher deveria se entregar imaculada ao marido, ou seja, casar sem nunca ter tido algum tipo de relação sexual.
De uns tempos pra cá, a virgindade continua sendo um tabu. A mulher é virgem enquanto nunca tiver tido um relacionamento sexual. Entretanto, hoje em dia, para permanecer virgem, a mulher procura formas alternativas de sexo, tal como o sexo anal e o oral. Mas não são o sexo anal e o oral, tipos de relacionamento sexual? Sim.
Percebemos, então, que a virgem, hoje, é aquela que mantém o hímen imaculado, intacto, inteiro. Esquece-se, no entanto, que existem outras formas de se romper o hímen que não o sexo. Como exemplo, sabemos que certos tipos de hímen podem se romper com o uso de absorventes internos. E ainda, é possível que o hímen não se rompa durante uma relação sexual em que haja, de fato, penetração. Quer dizer que nesses casos, a mulher deixa de ser ou continua sendo virgem, respectivamente? Não mesmo! Conceito de virgindade é quase que subjetivo. Virgens deveriam ser aquelas pessoas, mulheres ou homens que nunca tiveram qualquer tipo de relacionamento sexual íntimo com outra pessoa. Mesmo assim caberia ao bom senso discernir o que é um relacionamento sexual íntimo, para que não se pense que "amassos" ou mesmo que a masturbação mútua tira a virgindade.
É surpreendente constatar que uma película tão fina, com 3 milímetros de espessura, tenha tamanho peso simbólico. Antigamente, a virgindade era um sinal obrigatório de dignidade para a mulher solteira. Hoje, pode parecer uma marca anacrônica, face à liberação sexual (nem sempre consciente) dos jovens. Na realidade, o hímen tem função muito mais importante do que atender a expectativas sociais. Localizado na entrada da vagina, tem o papel é protegê-la, uma vez que na infância a menina não produz hormônios suficientes para se defender de possíveis infecções.
Esperamos que este conceito de virgindade caia em desuso, pois ele não passa de um rótulo.
Perguntas mais freqüentes feitas pelos adolescentes, retiradas do site do médico Drauzio Varella, respondidas pelo médico Maurício de S. Lima
a) Risco de gravidez
Drauzio– Esta é uma das perguntas que os adolescentes mais fazem: ”Quando há penetração, mas o namorado não ejacula, a garota pode engravidar apenas entrando em contato com o líquido que saí antes da eliminação do esperma?”. Mauricio de S. Lima– Há perigo, sim, embora as possibilidades sejam remotas. São remotas, mas existem se o namorado ejaculou antes da penetração. Nesse caso, alguns espermatozóides podem ter permanecido no pênis, alcançar o útero e, eventualmente, chegar ao óvulo para fecundá-lo.
É importante lembrar que, em qualquer situação, mesmo quando não há penetração, os jovens devem usar sempre preservativo como forma de precaver-se não só contra a gravidez, mas também contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Drauzio– “Se meu namorado gozar na cueca e depois ficar se esfregando em mim, corro risco de engravidar?”. Mauricio de S. Lima–Se o namorado ejaculou na cueca, acho que o risco de gravidez é praticamente zero. Aliás, essa pergunta é parecida com outras que os adolescentes costumam fazer – “Posso engravidar se sentar num banco de ônibus ou no assento do vaso sanitário onde alguém tenha ejaculado?” – e a resposta é a mesma.
Drauzio–Os espermatozóides podem sobreviver nessas situações a seco? Mauricio de S. Lima–A seco, não podem. Para sobreviver, precisam do meio adequado que a vagina lhes propicia.
Drauzio– “Se, ao masturbar meu namorado, tiver contato com o esperma e não lavar as mãos antes de me masturbar, posso engravidar?”. Maurício de S. Lima– Aí, caímos de novo na questão da capacidade de sobrevivência dos espermatozóides. É bom lembrar que, normalmente, o homem ejacula mais ou menos 3mL de esperma que contêm cerca de 300 milhões, 400 milhões de espermatozóides. Desses todos, só um consegue chegar ao óvulo para fecundá-lo. Como se vê, é necessário um número muito grande de espermatozóides para que um deles tenha sucesso na corrida em direção ao óvulo.
Drauzio – “Se eu deixar de tomar pílula um dia, corro o risco de engravidar?”. Maurício de S. Lima – Corre risco, sim. A recomendação escrita na bula do medicamento deixa claro que, se a pessoa esquecer um dia de tomar a pílula, deve tomar duas no dia seguinte. Minha recomendação, porém, nos casos de esquecimento, é a dupla proteção, ou seja, além de tomar duas pílulas anticoncepcionais no dia seguinte, o parceiro deve usar camisinha até a garota terminar aquela cartela.
Drauzio – Não se pode esquecer de que tomar a pílula regularmente é muito importante para a vida das adolescentes. Mauricio de S. Lima – Tão importante que o médico só prescreve a pílula anticoncepcional, quando tem certeza de que a adolescente tem condições de criar uma rotina para tomá-la com regularidade. Mesmo assim, ninguém está livre de esquecimentos. Por isso, recomenda-se que menina cumpra um ritual. Colocar a cartela ao lado da escova de dentes pode ajudá-la a lembrar-se de tomar a pílula sempre no mesmo horário, por exemplo, à noite, quando for preparar-se para dormir.
Outra recomendação importante para a adolescente está namorando é sobre a camisinha que deve ser usada sempre mesmo que ela esteja tomando anticoncepcional. Esse é o conceito de dupla proteção que se defende atualmente.
Drauzio – Não é melhor tomar a pílula no café da manhã, uma vez que, em caso de esquecimento, a adolescente tem o dia inteiro para lembrar? Mauricio de S. Lima – O mais importante é criar o hábito. Daí tanto faz: a pílula pode ser tomada pela manhã, sim, ou à noite. Algumas adolescentes, porém, se queixam de enjôo perto do café da manhã. Essas devem deixar para tomar a pílula à noite.
As coisas complicam um pouco, quando os pais não sabem que a filha toma anticoncepcional. Às vezes, a cartela precisa ficar com o namorado. A esse respeito, existe o caso pitoresco de um casal de adolescentes de uma cidade do interior a quem o médico não deu as explicações necessárias quando prescreveu a pílula. O rapaz levou o remédio para casa para evitar que a família da moça soubesse e acabou tomando as pílulas todas certo de que, assim, estariam protegidos.
Citei essa experiência só para mostrar que ainda existem dúvidas relacionadas com a sexualidade que julgávamos superadas. Se existem, o assunto tem de ser discutido com os adolescentes.
Drauzio – Como funciona a tabelinha? Maurício de S. Lima – A melhor resposta é: a tabelinha não funciona. Na verdade, ela não é um método anticoncepcional em que se possa confiar. Teoricamente, a mulher tem um dia fértil durante o ciclo menstrual, um dia em que o óvulo está receptivo ao espermatozóide e a gravidez acontece. O problema é que esse dia varia muito. Se a menina pegou um resfriado, por exemplo, ou se tem um ciclo irregular, é quase impossível determinar com precisão o dia fértil. Como conseqüência, o risco de engravidar aumenta consideravelmente nos casais que usam a tabelinha como método anticoncepcional.
Drauzio – É sempre importante enfatizar que a ovulação ocorre 14 dias antes da próxima menstruação. O problema é que não há como determinar com certeza quando ocorrerá a menstruação seguinte nem em que data cairá o dia fértil. Maurício de S. Lima – Em mulheres com ciclo regular de 28 dias, o dia fértil cai sempre no décimo quarto dia depois do início da menstruação. Se o ciclo for de 27 a 34 dias, ele cairá entre o décimo terceiro e o vigésimo dia, o que provoca uma confusão enorme principalmente na cabeça dos adolescentes. Daí, a importância de registrar os dados que se referem à duração e regularidade do ciclo menstrual, pois facilitam a comunicação na consulta médica.
Drauzio – “É possível menstruar estando grávida?”. Mauricio de S. Lima – É possível, sim. Às vezes, ocorre um escape de sangue no começo da gravidez. Isso confunde a mulher.
Drauzio - “É possível engravidar enquanto estou menstruada?” é outra dúvida que aparece com freqüência em nosso site. Mauricio de S. Lima - É importante esclarecer que algumas mulheres podem ter alguma perda de sangue durante a ovulação e engravidar nesse período. Agora, durante a menstruação propriamente dita, é impossível engravidar.
Drauzio - Outra pergunta que as adolescentes fazem é a respeito do tempo que o exame de farmácia leva para dar resultado seguro depois de uma relação sexual suspeita. Mauricio de S. Lima – Não posso dizer exatamente quanto tempo depois da relação suspeita o exame de farmácia pode dar positivo. Esse prazo varia conforme o fabricante e está determinado na bula que acompanha o teste. Já recebi, porém, alguns casos de falso- positivo, ou seja, o resultado do exame de farmácia deu positivo apesar de a menina não estar grávida.
Por isso, prefiro o exame de laboratório, seja ele o de urina ou o de sangue. O de sangue beta HCG é muito mais confiável.
Drauzio – Muitas meninas fazem mesmo o exame de farmácia quando suspeitam que possam ter engravidado. Essas precisam saber que a data indicada para fazê-lo pode variar de fabricante para fabricante. Portanto, devem estar atentas às instruções que acompanham o teste e, depois, fazer o exame de laboratório para confirmar o resultado. Mauricio de S. Lima – É sempre aconselhável fazer o exame de laboratório para não restar nenhuma dúvida.
Drauzio – Quais são os sintomas no início da gravidez? Maurício de S. Lima – No início da gravidez, algumas mulheres se sentem meio estranhas, como se algo estivesse mudando nelas. Muitas têm enjôos, náuseas e chegam a vomitar. Há, porém, aquelas que não sentem absolutamente nada. Portanto, não existem regras que valham para todas as mulheres.
Não são poucas as adolescentes que engravidam e só percebem seu estado em estágio mais avançado, porque não apresentaram nenhum sintoma. Principalmente no Ambulatório de Mães-Adolescentes, recebo muitas meninas que demoram para perceber que estão grávidas.
b) Primeiras relações
Drauzio – Na primeira relação sexual da mulher, o sangramento é obrigatório?
Mauricio de S. Lima – Não é. Vai depender do tipo de hímen que a menina tem. Alguns sangram mais na primeira relação, outros sangram menos e há os que não sangram, porque são mais elásticos. Há, ainda, hímens sem abertura, os imperfurados, que não permitem sequer a saída do sangue menstrual que se acumula na região genital. Por isso, é importante que o pediatra verifique que tipo de hímen a menina tem e se pode causar problemas ginecológicos.
Drauzio – As meninas perguntam se é normal sentir dor e não ter orgasmo nas primeiras relações. Maurício de S. Lima – São tantos os fatores que envolvem as primeiras relações sexuais, que a dor e a ausência de orgasmo podem ser atribuídas ao fato de a menina não relaxar nem se sentir à vontade com o parceiro. Às vezes até, ela quer ter a primeira relação só para contar para as amigas. Por isso, meu conselho para todas as adolescentes que resolveram ter a primeira relação sexual é que só o façam, quando estiverem certas de que estão preparadas para essa experiência e com alguém que tenham algo em comum.
Recentemente, atendi uma garota que me disse: “Dessas férias, eu não passo! Não passo sem ter uma relação sexual”. Eu lhe perguntei se estava namorando ou interessada em alguém. “Não”, foi sua resposta, “mas eu sou a única do meu grupo de amigas que ainda é virgem”. Como se vê, ela estava decidida a ter uma relação, não porque realmente quisesse, mas por pressão do grupo.
É preciso discutir com os adolescentes todos esses assuntos, mas pouco se conversa. Às vezes, esquecemos que, atualmente, eles estão expostos a uma quantidade absurda de informação, mas continuam imaturos.
Drauzio – É possível num exame ginecológico, o médico descobrir que a menina não é mais virgem? Mauricio se S. Lima – É possível, sim. Em alguns casos, ele pode perceber o hímen roto e pressupor que a menina já teve relação sexual.
No entanto, é bom lembrar que o código de ética médica garante o direito ao sigilo para a adolescente, desde que ela expresse seu desejo e não coloque em risco a própria vida ou a de outras pessoas. Se procurou o auxílio de um profissional de saúde porque já teve relação sexual e não que a mãe saiba, não há problema nenhum. Esse direito lhe é preservado. No entanto, a gravidez na adolescência pressupõe que o médico possa quebrar o sigilo. Essas regras e acordos ficam explícitos na primeira consulta.
Drauzio – Quer dizer que você é obrigado a informar os pais sobre a gravidez da menina que veio para a consulta? Maurício de S. Lima – Sou obrigado, sabe por quê? Porque certos caminhos que a garota resolva seguir podem colocar em risco sua vida. Apesar de o aborto ser proibido no Brasil, há pessoas que arrumam um jeito de praticá-lo. Ainda há quem use agulhas de tricô ou tome chás que podem provocar sérios danos à saúde. Esse assunto já foi amplamente discutido em vários fóruns de médicos hebiatras e o consenso é que, em caso de gravidez, os pais devem ser informados.
c) Outras dúvidas
Drauzio – Esta pergunta é feita indistintamente por meninos e meninas: o excesso de masturbação pode ser nocivo à saúde? Mauricio de S. Lima – A masturbação é uma prática comum no desenvolvimento da sexualidade humana. Reflete a experimentação de um prazer que não começa na adolescência. A manipulação dos genitais ocorre também na infância, mas adquire características diferentes nas outras faixas de idade, porque a prática da masturbação não desaparece na vida adulta. Portanto, a masturbação não é nociva se não prejudicar as atividades habituais do jovem.
De qualquer modo, é preciso prestar atenção nos meninos e meninas que se masturbam compulsivamente. Deixam de estudar e de fazer exercícios porque seus interesses estão voltados quase que só para a masturbação. Alguns não se preocupam sequer em manter a privacidade, recolhendo-se no banheiro, no quarto ou em local resguardado.
Se os pais notarem que isso está acontecendo e atrapalhando dia-a-dia do/da adolescente devem procurar orientação.
Drauzio – Quais são os riscos do sexo anal? Mauricio de S. Lima – Um lubrificante usado nos preservativos pode fazer com que ele se rompa mais facilmente. Portanto, mesmo usando preservativos, o sexo anal pode favorecer a transmissão de várias doenças, entre elas a causada pelo vírus HIV. Além disso, dependendo da freqüência com que é praticado, ele pode provocar fissuras na região anal.
Drauzio – A próxima pergunta exigiria um programa inteiro para ser respondida. De qualquer forma, você poderia dar uma idéia de quais são os primeiros sintomas das doenças sexualmente transmissíveis e de quais os riscos de não procurar um médico de imediato? Mauricio de S. Lima – Impossível enumerar os sintomas das doenças sexualmente transmissíveis (DST) em tão pouco tempo. Por isso, vou me restringir à doença transmitida pelo vírus HPV, sobre o qual tem-se falado muito ultimamente por causa da vacina que está para ser lançada no mercado. Nossa recomendação é que todas as meninas pré-adolescentes tomem essa vacina, para precaver-se contra o câncer de colo de útero. O principal sintoma da infecção é o aparecimento de uma verruga no pênis ou na vagina.
Quanto a procurar um médico, é importante fazê-lo se houve uma relação sexual desprotegida e se surgiu algo de estranho na região genital. A pessoa deve procurar o médico para contar o que realmente aconteceu a fim de que ele possa para ajudá-la.